Quem aqui vive sem água, levanta a mão! Com certeza ninguém
levantou, afinal, a vida não existe sem água. Todos os organismos contêm água,
que aparece como principal constituinte químico na célula, participando
diretamente dos principais processos que nos mantém vivos. Basta lembrar que na
fotossíntese, processo básico da vida, o gás carbônico e a água são usados como
o principal alimento energético da célula.
Deixando o lado técnico de lado, uma das questões mais
preocupantes para o mundo na atualidade, é a quantidade de água disponível
tanto para a vida humana, quanto para a economia. Esta preocupação é real
quando comparamos a quantidade de água existente e disponível. Aprendemos que
70% da superfície da Terra é coberta por água, atingindo um volume de 1,5
milhões de km2. Mas aquela “conversadinha” na aula nos faz esquecer que 98%
dessa água é salgada e imprópria para o uso, a menos que seja dessalinizada,
processo oneroso demais para suprir grandes populações.
Dos 2% que nos sobra para as necessidades básicas de
aproximadamente 7 bilhões de pessoas e demais seres vivos no planeta, boa parte
aparece em forma de gelo ou na forma de águas subterrâneas. Ou seja, apenas
cerca de 0,44% da água do planeta Terra aparece em disponibilidade para os seres
vivos. Muito pouco, não é?
O crescimento desordenado das grandes cidades vem gerando
dois graves problemas: poluição e consumo. A poluição é causada pelo lançamento
e acúmulo de esgotos domésticos e despejos industriais nas águas. Uma vez
poluída, a água não pode ser consumida, afetando a saúde humana, bem como as
outras formas de vida. Sabemos que, infelizmente em regiões pobres, normalmente
situadas na periferia das grandes cidades, os esgotos sanitários e o lixo
doméstico, sem qualquer tratamento, são diretamente lançados em águas. Estudos
feitos pela UNESCO mostram que, desde o começo do século, o consumo d’água
aumenta numa proporção de duas vezes o crescimento populacional.
A previsão é de que, nos próximos 50 anos, o consumo de água
deverá superar a quantidade disponível para o uso, e aí, o que faremos?
Devemos cobrar o poder público para que todas as casas tenham
saneamento básico, que eles protejam nossas áreas de mananciais e as nascentes
dos rios, e claro, fiscalizem e multem (principalmente as indústrias e
empresas) quem descumprem a legislação que protege o meio ambiente.
Evidentemente não adianta cobrar se não fizermos também a
nossa parte. Existem várias medidas que se forem tomadas, reduzirão em muito o
consumo de água. A economia deste bem
tão precioso deve partir de cada um de nós. Nossas pequenas atitudes somadas,
no fim das contas, acabam se tornando uma grande atitude. Vamos cuidar do nosso
planeta!